Caindo na literatura: O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde


O Retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Edição: 2016
173 páginas
Coleção Folha Grandes nomes da Literatura
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Oi, gente!

Hoje trago a resenha de mais um livro da coleção da Folha de Sp. Sempre tive curiosidade de ler O Retrato de Dorian Gray por toda a polêmica que o envolve, mas já confesso que acabei me decepcionando com a leitura.


Basil Hallward é um grande pintor que se encanta pela beleza do jovem Dorian Gray e não se cansa de pintá-lo.

Sim, era sem dúvida maravilhosamente bonito, com os lábios escarlate finamente delineados, os olhos azuis e francos, os cabelos louros e encaracolados. Algo em seu rosto fazia com que as pessoas confiassem nele de imediato. Lá estava todo o candor da juventude, assim como a pureza apaixonada daquela fase da vida. Sentia-se que ele se mantivera imaculado diante do mundo. Não era de surpreender que Basil Hallward o idolatrasse. Ele fora feito para ser idolatrado.

Basil, então, pinta um retrato de Dorian tão perfeito que o considera a obra prima de toda sua carreira. Neste mesmo dia, o pintor apresenta, um pouco a contragosto, seu ídolo a seu amigo lorde Henry Wotton (Harry para os mais chegados). Até aquele momento, Dorian nunca tinha dado importância a sua aparência ou sua juventude, até que começa a conversar com Harry, que o convence (muito fácil na minha opinião) que apenas a beleza e a idade importam. A partir daí, o rapaz passa a ficar obcecado em não envelhecer e manter-se bonito.

O intelecto é por si só um exagero, destruindo a harmonia de qualquer rosto. No momento em que alguém se senta para pensar, se torna só um nariz, ou só uma testa, ou algo horrível. Repare nos homens de sucesso em qualquer profissão erudita. Como são verdadeiramente horrendos!

Como no século XIX não havia essa moda do botox, o jeito que Dorian deu foi apelar para o desejo de que seu quadro enfeiasse por ele. O caso é que o desejo foi concedido, e o retrato não só arcava com as rugas, como refletia tudo o que Dorian tornara-se: crueldade, vaidade etc. DSCN0979 A premissa é ótima, e super inovadora para quando foi escrito, porém a característica da época de desenvolver um capítulo inteiro descrevendo alguma coisa permaneceu. Dá muita raiva desses três personagens centrais e não gostei do final (pra mim sofreram pouco). Outra questão que também é que muita gente pensa que por essa obra ter sido censurada, lerá cenas escandalosas, mas para os dias de hoje pelo menos não há nada de censurável. Basil e Harry são apaixonados por Dorian, que fica “fazendo doce” e enrolando os dois, contudo o amor é mais platônico do que qualquer outra coisa. DSCN0980 E aí? Vocês já leram esse livro? Já viram alguma das adaptações para o cinema? Contem-me aí nos comentários!

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